Archive for the ‘Media’ Category

Literacia da informação

Fevereiro 21, 2014

Literacia para os media

Setembro 28, 2012

Namoros online…cuidado!

Fevereiro 14, 2010

Artigo do jornal Público

Podemos encontrar hoje no jornal ‘Público’ um artigo que pode servir de advertência aos jovens…e não só.

O artigo ocupa uma página (p.8) e fala de uma relação começada no Hi5 e que não se desenvolveu da melhor maneira.

(…) Ele ofereceu-lhe uma explicação para a sua estranheza: era esquizofrénico. Ela tornou a ir ao Google e a ler a Wikipedia – ‘Transtorno psíquico severo que se caracteriza classicamente por uma colecção de sintomas que podem ocorrer, como: alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e perda de contacto com a realidade’ .

Saberia ela lidar com aquilo? Quereria ela lidar com aquilo? Deu sinais de querer romper com o namoro. Ele propôs-lhe que ficassem, pelo menos, amigos coloridos. E ela acedeu, com a ideia de se ir afastando. ‘Um tarde, estava em casa, telefonou-me a mãe dele a dizer que ele tinha namorada’.

Filipa foi ao perfil dele no Hi5. Leu todos os comentários que lá encontrou, analisou-os com cuidado. Não tardou a confrontá-lo: ‘Namoras com fulana tal’. Primeiro, ele negou. Depois admitiu. Mandei uma mensagem à rapariga pelo Hi5. Trocamos endereços de Messenger. Falámos horas. Ela dise-me: ‘É impossível! É impossível ele estar a enganar-me.’ (…) Mandei-lhe os históricos do Messenger para ela ver que ele passava horas a falar comigo. Ele vivia duas vidas. Ficou furioso por eu ter contado tudo. Começou a ameaçar-me (…).

O carro estacionado na garagem apareceu riscado. Depois o perfil foi clonado. Denunciei a infracção à administração do Hi5. Apagaram, mas demoraram a fazê-lo. Foi preciso mandar um monte de e-mails para o fazerem. Aquilo deve ter estado um mês no ar. Entretanto toda a gente viu.

Mudou o número do telemóvel. Durante semanas andou a olhar para trás. Estaria ele a persegui-la? E se a atacasse? Passou a limitar bem o contacto com desconhecidos na Net. Na certeza de que essa protecção é falsa: ‘Na rede, como cá fora, há de tudo’.

Dia dos Namorados: quando a violência no namoro se estende às redes sociais online. In PÚBLICO, 14 de Fevereiro de 2010, pág. 8.

Outras leituras

Fevereiro 5, 2010

‘Assim que chega à casa depois da escola, Catarina liga o portátil e fica meia hora a ver os e-mails, a consultar as redes sociais do hi5 e do Facebook, e a falar no Messenger. Depois põe-se ‘ausente’ e vai estudar, fazendo várias pausas ao longo da tarde para ‘espreitar’ o que se passa on-line.(…)

‘Hoje em dia estar integrado numa rede de pares implica frequentar as redes sociais [diz a socióloga Ana Nunes Almeida] (…). Ou seja para os jovens que estão em fase de afirmação social, e num contexto onde quase todos os amigos usam a Internet para socializar, não estar on-line pode ser sinal de exclusão.’

Embora Catarina diga que a vida real é muito mais interessante do que a Internet, a verdade é que passa grande parte do seu tempo on-line nas redes sociais. O que se passa na escola é muitas vezes comentado aí; no Youtube vai ver/ouvir uma música de que lhe falaram ou mesmo um vídeo.

O Youtube revelou ser um dos sites mais visitados pelas crianças inquiridas, que também apreciam os video-jogos e blogues. À pergunta ‘que mais fazem na Internet?’ respondem que também procuram informação para os TPCs.

Catarina utiliza a Internet em casa e está alertada pelos pais para alguns perigos: nem tudo o que aí se pode ver é verdadeiro; as redes sociais são boas para conversar com amigos e não com estranhos; os dados pessoais não devem ser explicitados aí. Se teve a ajuda da mãe para começar, agora já sabe mais do que ela (fenómeno que se verifica em muitas famílias onde os filhos rapidamente ultrapassam os pais). No caso de famílias com pouca, ou nenhuma, literacia digital ‘agrava-se o fosso geracional entre pais e filhos’.’

[o negrito é da minha responsabilidade]

‘Ser criança e não usar a Net leva à exclusão no mundo real’, in Diário de Notícias, 18 de Novembro de 2009.

O que pensam os jovens portugueses?!

Fevereiro 5, 2010

Resumo  de uma breve entrevista: Questionados sobre a rede social ‘Facebook’ e outra que também utilizam (Hi5), os alunos (três raparigas e um rapaz) com idades entre os 18 e os 19 anos (que se prestaram a dar algumas informações) afirmaram que numa escala de 0 a 10 classificariam ‘Facebook’ com 8 e Hi5 com 9.

Afirmaram ser o Hi5, ainda, o mais popular entre os jovens, enquanto o Facebook é para eles um fenómeno mais recente. Isto faz com que afirmem ser o Hi5 mais fácil de ‘construir’ e utilizar.

No entanto, dizem que o Facebook promove mais a aprendizagem da língua inglesa, algo de que não precisam no Hi5.

Os mesmos alunos consideraram o Facebook mais seguro do que o Hi5 (para entrar no Hi5 não existe idade mínima). No Facebook a idade mínima dos utilizadores é de treze anos, no entanto usam de alguns estratagemas para conseguirem entrar mesmo não tendo a idade mínima (coisa que utilizam para os primos ou irmãos mais novos, que querem sobretudo jogar ‘farmville’).

Afirmaram também que o Facebook lhes possibilita encontrar amigos, contribui para a socialização e para o aumento dos seus conhecimentos nos assuntos que lhes interessa.

Concordam que no Hi5 aparecem com frequência conteúdos violentos, que são depois retirados e que com muita frequência os perfis são copiados e, por isso, apresenta mais questões relacionadas com a segurança do que o Facebook.

A funcionalidade que utilizam mais são os jogos e por vezes o ‘chat’, onde fazem uso de uma escrita própria com siglas próprias, sinais de pontuação combinados de forma a exprimirem as suas emoções (que de outra forma não poderiam ser visíveis), assim como as letras maiúsculas.

O uso versátil dos media pelos jovens portugueses

Fevereiro 4, 2010

«Ainda quanto à televisão e à Internet outras respostas apontam para uma curva descendente da TV e uma curva ascendente da web enquanto se é jovem. Dois terços (64,9%) dos jovens concordaram totalmente ou bastante que estão mais tempo na Internet do que a frente do televisor. noutra questão, 67,2% concordaram totalmente ou bastante que vêem hoje menos TV do que há alguns anos. este valor é consistente com um resultado dum estudo da Fundación BBVA divulgado esta semana em Espanha: 27% dos espanhóis disseram ver menos TV desde que usa a Internet. Mas, de novo, é preciso considerar quão resistente é a televisão: no meu inquérito, 81,3% concordaram pouco ou nada que a TV esteja ultrapassada, que seja uma perda de tempo. Acontece que os jovens a usam como querem, acham-se no comando: 84,4% disseram ser totalmente ou bastante selectivos nos programas que vêem.»

Eduardo Cintra Torres, Público, 10-05-2008

Disponível em URL: http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?id_versao=19219   [Consultado em o3 de Janeiro de 2010]