Posts Tagged ‘adolescência’

Redes Sociais…

Julho 16, 2011

[…] “las redes sociales son, sencillamente, la versión telemática del patio de vecinos: continúan a través de los facebooks las conversaciones, peleas, colaboraciones (no hay que olvidar que se utilizan mucho para hacer las tareas) que han iniciado antes en la vida real”. El sociólogo extremeño está convencido del rol socializador de las herramientas virtuales de comunicación. “Solo algunos obispos creen ya que las redes sociales aíslen a los adolescentes”, ironiza, en relación a lo dicho por el cardenal Rouco. “Al contrario, los conectan y los incluyen; hasta los más tímidos se atreven en el patio cibernético y en ese sentido debemos considerarlas tecnologías inclusivas. Es más, salvo en casos patológicos yo diría que los facebooks promueven la sociabilidad. Hasta los más periféricos del grupo, quienes probablemente en la sociedad industrial no se enteraban de la cita (porque solo se llamaban por teléfono quienes estaban en la clave) en la sociedad telemática se enteran: basta echar un vistazo a las páginas de los líderes”, concluye.

¿Algún consejo a los padres? “Hablar con los hijos francamente sobre el tema. Informarse y experimentar en las redes. La gran brecha puede desaparecer”, concluye uno de los autores del estudio, Adolfo Álvaro. Y no pretender ser amigo de su hijo en Tuenti. Puede ser tan invasivo como que el chaval le espíe a usted en la intimidad de su habitación.

Ver artigo completo em:
http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Tuenti/vuelve/raritos/elpepusoc/20110714elpepisoc_1/Tes

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Na biblioteca…

Março 26, 2011

Reflexão pessoal

Fevereiro 6, 2010

Os textos disponibilizados permitiram uma reflexão sobre a relação dos jovens com os media digitais, permitindo-nos enquanto professores adquirir uma visão mais benévola em relação ao tempo que os jovens passam ao computador. Também nos ajudou a entender o porquê de não conseguirmos atingir a mesma rapidez dos jovens quando utilizam qualquer nova tecnologia. Isso ajuda a dissipar alguns dos nossos complexos.

Nós, os imigrantes digitais, levamos mais tempo a executar algumas coisas, mas isso não nos deve afastar do mundo tecnológico. O melhor será adaptarmo-nos.

Quanto aos jovens, apesar de toda a sua destreza, continuam a precisar de um adulto que os oriente e que os alerte, porque nem tudo são maravilhas. Tudo depende do modo como estamos na NET, e nós sabemos que nem todos partilham do mesmo propósito construtivo.

Todas as actividades que nos foram propostas foram importantes, e apresentaram-se interligadas.

Penso que dificuldades e pontos negativos estiveram ligados com o factor tempo que, nem sempre sendo suficiente para a execução de uma ou outra actividade, poderá ter gerado alguma angústia ou ansiedade.

O tema e respectivos conteúdos da unidade curricular revelaram-se bastante pertinentes, sendo uma forte chamada de atenção para todos os que têm responsabilidades no mundo da educação actual, onde tudo está a mudar vertiginosamente. Aceitar a mudança, adaptar-se, compreender a adolescência no mundo digital e fazer o melhor que se for capaz, deve ser o nosso modo de estar na educação.

Outras leituras

Fevereiro 5, 2010

‘Assim que chega à casa depois da escola, Catarina liga o portátil e fica meia hora a ver os e-mails, a consultar as redes sociais do hi5 e do Facebook, e a falar no Messenger. Depois põe-se ‘ausente’ e vai estudar, fazendo várias pausas ao longo da tarde para ‘espreitar’ o que se passa on-line.(…)

‘Hoje em dia estar integrado numa rede de pares implica frequentar as redes sociais [diz a socióloga Ana Nunes Almeida] (…). Ou seja para os jovens que estão em fase de afirmação social, e num contexto onde quase todos os amigos usam a Internet para socializar, não estar on-line pode ser sinal de exclusão.’

Embora Catarina diga que a vida real é muito mais interessante do que a Internet, a verdade é que passa grande parte do seu tempo on-line nas redes sociais. O que se passa na escola é muitas vezes comentado aí; no Youtube vai ver/ouvir uma música de que lhe falaram ou mesmo um vídeo.

O Youtube revelou ser um dos sites mais visitados pelas crianças inquiridas, que também apreciam os video-jogos e blogues. À pergunta ‘que mais fazem na Internet?’ respondem que também procuram informação para os TPCs.

Catarina utiliza a Internet em casa e está alertada pelos pais para alguns perigos: nem tudo o que aí se pode ver é verdadeiro; as redes sociais são boas para conversar com amigos e não com estranhos; os dados pessoais não devem ser explicitados aí. Se teve a ajuda da mãe para começar, agora já sabe mais do que ela (fenómeno que se verifica em muitas famílias onde os filhos rapidamente ultrapassam os pais). No caso de famílias com pouca, ou nenhuma, literacia digital ‘agrava-se o fosso geracional entre pais e filhos’.’

[o negrito é da minha responsabilidade]

‘Ser criança e não usar a Net leva à exclusão no mundo real’, in Diário de Notícias, 18 de Novembro de 2009.

O que pensam os jovens portugueses?!

Fevereiro 5, 2010

Resumo  de uma breve entrevista: Questionados sobre a rede social ‘Facebook’ e outra que também utilizam (Hi5), os alunos (três raparigas e um rapaz) com idades entre os 18 e os 19 anos (que se prestaram a dar algumas informações) afirmaram que numa escala de 0 a 10 classificariam ‘Facebook’ com 8 e Hi5 com 9.

Afirmaram ser o Hi5, ainda, o mais popular entre os jovens, enquanto o Facebook é para eles um fenómeno mais recente. Isto faz com que afirmem ser o Hi5 mais fácil de ‘construir’ e utilizar.

No entanto, dizem que o Facebook promove mais a aprendizagem da língua inglesa, algo de que não precisam no Hi5.

Os mesmos alunos consideraram o Facebook mais seguro do que o Hi5 (para entrar no Hi5 não existe idade mínima). No Facebook a idade mínima dos utilizadores é de treze anos, no entanto usam de alguns estratagemas para conseguirem entrar mesmo não tendo a idade mínima (coisa que utilizam para os primos ou irmãos mais novos, que querem sobretudo jogar ‘farmville’).

Afirmaram também que o Facebook lhes possibilita encontrar amigos, contribui para a socialização e para o aumento dos seus conhecimentos nos assuntos que lhes interessa.

Concordam que no Hi5 aparecem com frequência conteúdos violentos, que são depois retirados e que com muita frequência os perfis são copiados e, por isso, apresenta mais questões relacionadas com a segurança do que o Facebook.

A funcionalidade que utilizam mais são os jogos e por vezes o ‘chat’, onde fazem uso de uma escrita própria com siglas próprias, sinais de pontuação combinados de forma a exprimirem as suas emoções (que de outra forma não poderiam ser visíveis), assim como as letras maiúsculas.

LEITURAS

Fevereiro 4, 2010

 

leitura e escrita de adolescentes na internet

Publicado pela editora brasileira Autêntica (Belo Horizonte) revela ser um livrinho interessante para quem ficou entusiasmado com esta temática dos jovens, construção de identidade, escrita, etc.

Construção da identidade social – síntese

Fevereiro 3, 2010

UMA SÍNTESE

Principais Resultados (Producing sites, exploring identities: youth online authorship)

Que recompensa vêem ao exprimirem-se na NET?
  • Autonomia e sensação de competência
  • Sentimento de orgulho e de tarefa cumprida
  • Sentimento de credibilidade
  • Segurança pessoal
  • Desejo concretizado
  • Prova da sua existência no mundo, de ter voz
  • Auto-promoção
  • O produto final como uma marca visual do que eles conseguiram fazer e o nível de capacidade que atingiram
  • Facilitadora da formação da identidade
  • Ajuda a identificarem-se com a cultura dos outros jovens
  • Sentimento de união numa rede mais ampla de valores e de interesses
  • Variedade de experiências para a aprendizagem informal
  • Auto-aprendizagem
Que valor tem a expressão online e em que aspectos não satisfaz?
  • Formação pessoal
  • Definição de identidade
  • Auto-reflexão
  • Libertação de sentimentos contidos, pensamentos, opiniões
  • Crescimento pessoal
  • Sentido de responsabilidade
  • Resolução de discrepâncias
  • Distinção entre o real e o ideal
  • Registo de experiências, convicções, preferências
  • Exploração de assuntos tabu
  • Desempenha a função que a música e o diário desempenhavam noutros tempos
  • Testemunho de crescimento pessoal
  • Efeito terapêutico

 

  • Nem sempre satisfaz a obrigação de actualizar e manter as publicações na NET
Como fazem as escolhas do perfil que apresentam?
  • Fazem apresentações do “eu “ com base em representações fornecidas pela sociedade, pelos média  e pelas indústrias culturais
  • Sexo feminino: depressão, auto-mutilação, tendências lésbicas;
  • Sexo masculino: música, imagens, homossexualidade, violência, medo e rejeição
Que papel desempenha a audiência nas suas tomadas de decisão?  

  • A audiência confere importância àquilo que dizem
  • Procura de validação social por parte da audiência, através do Feedback
  • Os comentários podem incentivar à produção e à mudança, podem ainda conferir segurança
Para que criam eles os ‘sites’?
  • Curiosidade pela produção por desenvolver desafios tecnológicos para estabelecer uma presença ‘online’
Quem imaginam eles que os visita?
  • Existem jovens que incluem na sua audiência, tanto conhecidos como desconhecidos
  • Existem também aqueles que constroem as páginas, não dizem nada a ninguém e ficam à espera de serem encontrados

Apresentada como anexo da síntese do grupo 2 (Maria Brígida; Raquel Ramos; Conceição Xavier).

Media digitais e construção da identidade social – Actividade III – conclusão

Fevereiro 3, 2010

STERN, SusannahProducing sites, exploring identities. Youth online authorship.

Conclusão

No seu estudo, a autora concluiu que os jovens utilizam os seus sites para se manterem comprometidos com sua cultura e praticar maneiras de aí poderem estar. Preocupam-se ao mesmo tempo com a sua apresentação a eles próprios e aos outros (visitantes). Embora este processo não seja só próprio do perfil online, nesta situação sofre uma maior ampliação. Se toda a apresentação for ‘teatral’, e nós constantemente avaliamo-nos na perspectiva do outro, então os momentos de auto-julgamento e auto-apresentação misturam-se um com o outro, especialmente online.

Os jovens entrevistados aceitam esta intersecção auto-consciente das identidades pública e privada, porque estão desejosos de completar o processo de identidade que eles compreendem ser parte do seu crescimento. Como parte de uma sociedade mais ampla que lhes lembra constantemente que já não são crianças, mas também não são adultos, têm tendência a ver-se como esboços que podem ser refeitos em resposta às avaliações externa e interna.

Representar e brincar com as personalidades em espaços públicos online é para eles gratificante, porque é visto como menos arriscado, mas potencialmente mais validante do que experiências em outros campos.

De qualquer modo os jovens utilizam os sites para se comprometerem com os desafios da formação da identidade. Durante a adolescência muitos jovens movimentam-se para lá da segurança fornecida pela família e começam a desenvolver a sua visão pessoal de si próprio e dos seus potenciais. Experienciam emoções de forma intensa e são muitas vezes mais negativas do que na fase anterior.

Os sites são tidos como pontos de estabilidade neste tempo de mudança e facilitadores da formação da identidade. Os sites desempenham a mesma função que a música desempenhou durante muito tempo. O consumo dos media ajuda os adolescentes a identificarem-se com a cultura dos jovens e sentirem-se unidos a uma rede mais ampla de pares, unidos por certos valores e interesses.

No contexto online, os autores trabalham de modo a apropriarem-se e a integrarem os símbolos culturais da juventude nos seus sites. Esses sites transmitem as suas filiações culturais, e dão-lhes sinais; oferecem uma variedade de experiências para a aprendizagem informal; reflectem sobre quem são e como querem ser vistos pelos outros. Aprender sobre si próprio e fazer uma introspecção genuína é uma boa recompensa. O desenvolvimento da identitade e a auto-aprendizagem operam em simultâneo.

A Internet, mais do que nunca, serve para manifestar a expressão jovem. Consequentemente temos a oportunidade de lidar com a produção cultural dos jovens.Quando estes nos dizem que se realizam e transformam pessoalmente através das experiências online, devemos considerar estas experiências significativas apesar do contexto em que ocorrem. Ouvir o que os jovens têm a dizer sobre as suas experiências de produção cultural dá-nos uma perspectiva valiosa para compreendermos o papel que as novas tecnologias estão a desempenhar na adolescência.

 

OPINIÕES

Caras colegas,

Do vosso texto que interpretaram destaco que os blogues permitem aos jovens “ter um espaço e um estímulo para participar no dialogo interior” e, simultaneamente, um dos poucos oportunidades de “ter a sua voz num ambiente cujos meios de comunicação são dominados pelos adultos e pelos seus interesses corporativos.”

“A construção e alimentação dos blogues contribui para a formação da personalidade dos jovens, confirmando estes que nos blogues conseguem ser mais honestos consigo próprios do que na vida real.” Estas questões já debatidas em fóruns anteriores reflectem uma perspectiva de que os blogues são ferramentas que facilitam a construção da identidade.

Os receios e riscos de uma utilização descuidada das redes sociais e electrónicas não deve servir de barreira à sua criação e dinamização, os educadores devem saber tirar o melhor proveito das suas potencialidades.

Nuno Moitinho

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Olá Colegas do Grupo 2:

Conceição, Raquel e Brígida!

O texto que trabalharam condensa as ideias que temos vindo a debater e a questionar: o papel da Internet na construção da identidade dos jovens.

Algumas das muitas ideias dignas de nota: a auto-reflexão, libertação de sentimentos contidos e como testemunho do crescimento pessoal(p.6). Parece-me particularmente curiosa a conjugação de duas características tantas vezes, e durante tanto tempo, antagónicas: a introspecção e a sua visibilidade. Parece que os jovens de hoje conseguem conciliar essas duas facetas.

         Auscultados, “muitos desses jovens utilizam a palavra terapêutico para descrever como é…”(p.7)  As páginas e os blogues estão a fazer a catarse de muitos problemas que preocupam os nossos jovens e que eles, nem sempre bem informados nem sempre corajosos, numa sociedade hostil e ainda preconceituosa,  podem fazê-lo como é o caso da homossexualidade, da violência familiar, do bullying,…

Bom trabalho.

Julieta

Media digitais e construção da identidade social – Actividade III (cont.)

Fevereiro 3, 2010

2. Como se apresentam?

A Internet é vista como a oportunidade para apresentarem a sua melhor faceta.

Muita da literatura existente sobre blogues foca o tema da auto-apresentação (self-presentation), que é caracterizado como ‘representada’, no sentido de que representamos papéis nas nossas interacções, como actores num palco. Isso obriga-nos a ter a perspectiva do outro e considerar o modo como lhe parecemos.

Na Net os autores têm maior controlo sobre a impressão que causam do que na vida real, uma vez que decidem o que revelar, o que omitir, embora limitados pela capacidade de design e do próprio software. Estes bloguistas jovens preocupam-se muito com a imagem que projectam, e também que o seu ‘site’ contenha uma cultura mais abrangente.

Embora possam ver-se como originais e os seus trabalhos como únicos, as escolhas que fazem do modo como se apresentam, estão ainda enformadas por uma sociedade que se rege bastante pela aceitação e o ‘fica bem’. Além disso, são influenciados pelos media e pelas indústrias culturais. As auto-apresentações que são oferecidas nos ‘sites’ pessoais devem ser encaradas como construções, não espelhos, do sentido emergente do eu.

Algumas bloguistas (do sexo feminino) apresentam assuntos tabu ou outros relacionados com a depressão, auto-mutilação, tendências lésbicas. Os bloguistas (sexo masculino) partilham música, imagens e assuntos relacionados com a homossexualidade, violência, medo e rejeição.

Os jovens lamentam a sua falta de habilidade para falarem nestes assuntos com os amigos ou família com receio de reprimendas, e não frequentam os lugares onde estes tópicos podem ser discutidos em segurança. Por isso eles são tão gratos à Internet, por poderem explorar ali esses assuntos. Usam o pseudónimo como forma de salvaguardar o anonimato. Na Net encontram-se muito mais à vontade.

No entanto, rejeitam o termo ‘experimentation’ para as suas práticas na Internet, porque podem sugerir algo que não é verdade nem real. Assim, alguns estudiosos preferem o termo ‘pretending to be someone else’.

Os ‘sites’ pessoais dotam os jovens com espaços um tanto protegidos para reconfigurarem o eu verdadeiro, o possível e o ideal, o possível e o ideal através de vários arranjos, todos centrais para a auto-imagem.

3. Que papel desempenham as audiências nas suas tomadas de decisão?

 A construção e alimentação dos blogues contribui para a formação da personalidade dos jovens, confirmando estes que nos blogues conseguem ser mais honestos consigo próprios do que na vida real. Contudo, os jovens procuram uma validação social da parte da sua audiência. Se os seus perfis forem forjados, o ‘feedback’ dado pelos visitantes torna-se irrelevante.

Além de confirmar que o que dizem é ouvido e valorado, os comentários podem tornar-se fortes incentivos para a mudança do que esses jovens pensam sobre si próprios e o seu comportamento na vida real.

[My blog has] made me feel more comfortable with myself … Instead of having to do things to please other people, to put on different masks for everyone, it’s sort of made me say, ‘Hey! This is who I am! And you want to write in your comments, go ahead, but read this – This is me. Either you like it or you don’t …

Mas existem aqueles cujos perfis são tão pouco interessantes que decidem mudar alguma coisa em si na vida real.

Embora queiram ‘feedback’ e façam tudo para esse seja dado, os jovens também querem ser respeitados. As críticas negativas são vistas como invasão da privacidade.

Media digitais e construção da identidade social – Actividade III (continuação)

Fevereiro 3, 2010

STERN, SusannahProducing sites, exploring identities. Youth online authorship.

(continuação)

  1. O que faz com que as páginas pessoais sejam tão apelativas para os jovens? Para que criam eles os ‘sites’? Quem imaginam eles que os visita?

Os jovens sentem curiosidade sobre tudo o que envolve o papel de autor; estão ávidos de desenvolver desafios tecnológicos e ansiosos por estabelecer uma presença ‘online’. Tomam conhecimento das páginas pessoais através dos amigos ou por mero acaso. Uma vez chegados aí, querem saber mais acerca das funcionalidades (learning by doing). Uns continuam a experiência, alimentando os seus blogues; outros, depois de visto o modo de funcionamento, abandonam-nos.

This motivation corresponds developmentally with adolescents’ growing capacity to set goals and increasing desire to demonstrate autonomy and competence.   

Para eles a página na Net é uma prova da sua existência num mundo que de outro modo lhes presta pouca atenção. (Anybody who is anybody has a web site).

Quase todos os jovens, que mantêm estas páginas pessoais durante algum tempo, identificam a sua utilidade no que diz respeito a auto-reflexão, libertação de sentimentos contidos e como testemunho do crescimento pessoal.

Neste sentido os sites pessoais são equivalentes aos diários privados que têm sido frequentemente considerados objectos de auto-análise e comprometimento. Parecem ser particularmente significativos durante a adolescência, quando os jovens buscam de uma forma consciente respostas para ‘quem são?’ e ‘como se integram dentro da sociedade?’.

Como os ‘sites’ pessoais se tornam públicos, muitos críticos olham para este focalizar interno para descobrir que trabalhos criativos podem proporcionar. Este focalizar interno é o aspecto mais respeitado pelos jovens que se exprimem online.

My blog has helped me to center my feelings and realize that I need to take things one step at a time. It forces me to think about who I am, what I like, and who I want to be. I can think about one of the problems I am going to face, but writing about it allows me to work through the problem and start to look at solutions.

O processo de introspecção atribui significado e valor. O jovem bloguista, ao escrever sobre o que lhe vai na alma, vê-se confrontado com os seus pensamentos e opiniões. Este processo é de grande utilidade para os jovens, uma vez que com a adolescência atinge-se a capacidade das operações formais. Esta capacidade permite fazer a distinção entre o eu real e o ideal e começar o processo de resolução de discrepâncias.

Numa fase mais tardia da adolescência, os jovens preocupam-se com o futuro, a crença religiosa e política, e com os seus padrões de comportamento.

Os jovens autores de blogues dizem que eles (blogues) lhes permitem ter o espaço e o estímulo para participar nesse diálogo interior. Também lhes dão o sentido de obrigação: o blogue necessita de actualizações, a ‘home page’ precisa de ser modificada. Essa pressão faz com que os jovens se sintam comprometidos com o questionar da sua identidade, uma vez que eles próprios determinam o que vão, ou não, ‘postar’.

Estes jovens reconhecem que saem dessa reflexão com as situações mais esclarecidas e sentem-se gratos por esta achega que o site lhes proporcionou.

My blog is forcing me to sit down and think about my life and what is going to happen… And even through I don’t like that most of the time, I know it’s going to be more beneficial to me in the end.

Muitos desses jovens utilizam a palavra terapêutico para descrever como é poder exprimir-se ‘online’ depois de experienciar dor, raiva, ‘stress’, traições. Os psicólogos clínicos confirmam o valor da escrita como terapia.

Documentar os altos e baixos emocionais, experiências, convicções e preferências, é outro dos papéis que os ‘sites’ pessoais desempenham na vida destes autores adolescentes. As imagens e a música podem significar momentos vividos em determinado tempo ou captar emoções e experiências.

Numa grande maioria, o interesse por essa auto-documentação reflecte o desejo de muitos destes jovens autores em testemunhar o seu próprio desenvolvimento pessoal, a sua evolução.

I just wanted to write … Seeing how my year went even if only for my personal benefit I can go back and see. It’ll kind of be a timeline of change, maybe in some areas. And that’s all you can really hope for some kind of change from the beginning to the end. Some kind of growth. That’s all that you can hope.

Estes comentários mostram como os adolescentes aceitam com frequência a caracterização da adolescência como um estádio intermédio ou um estado de ‘tornar-se’, no qual eles esperam a mudança aconteça.

Os adolescentes têm tido poucas oportunidades para se dirigirem a um público e têm sido pouco encorajados a fazê-lo. Os jovens reconhecem desde tenra idade que a voz do adulto tem, culturalmente, mais valor do que a deles. Isto constata-se na parca existência de trabalhos publicados por jovens e pela estigmatização de muitas práticas de expressão dos jovens (graffiti; body art).

Assim, a Internet é o único meio que lhes dá oportunidade de ter a sua voz num ambiente cujos meios de comunicação são dominados pelos adultos e pelos seus interesses corporativos.

I felt like as long as I had the blog, I had an audience – and having an audience made me feel as if I was saying was important. Without it, I don’t feel anyone is listening to what I say anymore.

Para estes jovens, ‘privado’ é quando as pessoas que eles conhecem na vida real não o podem ver (ter acesso), ouvir ou ler, independentemente de quem seja. Mas existem jovens que incluem na sua audiência, tanto conhecidos como desconhecidos, e não são levados a crer que pelo facto de o site ser público, terão uma grande audiência.

Existem também aqueles que constroem as páginas, não dizem nada a ninguém e ficam à espera de serem encontrados (see what happens); ou aqueles que não dizem nada a ninguém porque querem ter a liberdade de dizer o que querem sem sentir receio.

My page is for me. I don’t really care who else sees it or what they think. I see it, and I’m who matters. I focus on what I want, and I don’t do anything for anyone else.

Este tipo de atitude é fruto do desejo que estes jovens têm de parecerem modestos.