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Construção da identidade social – síntese

Fevereiro 3, 2010

UMA SÍNTESE

Principais Resultados (Producing sites, exploring identities: youth online authorship)

Que recompensa vêem ao exprimirem-se na NET?
  • Autonomia e sensação de competência
  • Sentimento de orgulho e de tarefa cumprida
  • Sentimento de credibilidade
  • Segurança pessoal
  • Desejo concretizado
  • Prova da sua existência no mundo, de ter voz
  • Auto-promoção
  • O produto final como uma marca visual do que eles conseguiram fazer e o nível de capacidade que atingiram
  • Facilitadora da formação da identidade
  • Ajuda a identificarem-se com a cultura dos outros jovens
  • Sentimento de união numa rede mais ampla de valores e de interesses
  • Variedade de experiências para a aprendizagem informal
  • Auto-aprendizagem
Que valor tem a expressão online e em que aspectos não satisfaz?
  • Formação pessoal
  • Definição de identidade
  • Auto-reflexão
  • Libertação de sentimentos contidos, pensamentos, opiniões
  • Crescimento pessoal
  • Sentido de responsabilidade
  • Resolução de discrepâncias
  • Distinção entre o real e o ideal
  • Registo de experiências, convicções, preferências
  • Exploração de assuntos tabu
  • Desempenha a função que a música e o diário desempenhavam noutros tempos
  • Testemunho de crescimento pessoal
  • Efeito terapêutico

 

  • Nem sempre satisfaz a obrigação de actualizar e manter as publicações na NET
Como fazem as escolhas do perfil que apresentam?
  • Fazem apresentações do “eu “ com base em representações fornecidas pela sociedade, pelos média  e pelas indústrias culturais
  • Sexo feminino: depressão, auto-mutilação, tendências lésbicas;
  • Sexo masculino: música, imagens, homossexualidade, violência, medo e rejeição
Que papel desempenha a audiência nas suas tomadas de decisão?  

  • A audiência confere importância àquilo que dizem
  • Procura de validação social por parte da audiência, através do Feedback
  • Os comentários podem incentivar à produção e à mudança, podem ainda conferir segurança
Para que criam eles os ‘sites’?
  • Curiosidade pela produção por desenvolver desafios tecnológicos para estabelecer uma presença ‘online’
Quem imaginam eles que os visita?
  • Existem jovens que incluem na sua audiência, tanto conhecidos como desconhecidos
  • Existem também aqueles que constroem as páginas, não dizem nada a ninguém e ficam à espera de serem encontrados

Apresentada como anexo da síntese do grupo 2 (Maria Brígida; Raquel Ramos; Conceição Xavier).

Media digitais e construção da identidade social – Actividade III – conclusão

Fevereiro 3, 2010

STERN, SusannahProducing sites, exploring identities. Youth online authorship.

Conclusão

No seu estudo, a autora concluiu que os jovens utilizam os seus sites para se manterem comprometidos com sua cultura e praticar maneiras de aí poderem estar. Preocupam-se ao mesmo tempo com a sua apresentação a eles próprios e aos outros (visitantes). Embora este processo não seja só próprio do perfil online, nesta situação sofre uma maior ampliação. Se toda a apresentação for ‘teatral’, e nós constantemente avaliamo-nos na perspectiva do outro, então os momentos de auto-julgamento e auto-apresentação misturam-se um com o outro, especialmente online.

Os jovens entrevistados aceitam esta intersecção auto-consciente das identidades pública e privada, porque estão desejosos de completar o processo de identidade que eles compreendem ser parte do seu crescimento. Como parte de uma sociedade mais ampla que lhes lembra constantemente que já não são crianças, mas também não são adultos, têm tendência a ver-se como esboços que podem ser refeitos em resposta às avaliações externa e interna.

Representar e brincar com as personalidades em espaços públicos online é para eles gratificante, porque é visto como menos arriscado, mas potencialmente mais validante do que experiências em outros campos.

De qualquer modo os jovens utilizam os sites para se comprometerem com os desafios da formação da identidade. Durante a adolescência muitos jovens movimentam-se para lá da segurança fornecida pela família e começam a desenvolver a sua visão pessoal de si próprio e dos seus potenciais. Experienciam emoções de forma intensa e são muitas vezes mais negativas do que na fase anterior.

Os sites são tidos como pontos de estabilidade neste tempo de mudança e facilitadores da formação da identidade. Os sites desempenham a mesma função que a música desempenhou durante muito tempo. O consumo dos media ajuda os adolescentes a identificarem-se com a cultura dos jovens e sentirem-se unidos a uma rede mais ampla de pares, unidos por certos valores e interesses.

No contexto online, os autores trabalham de modo a apropriarem-se e a integrarem os símbolos culturais da juventude nos seus sites. Esses sites transmitem as suas filiações culturais, e dão-lhes sinais; oferecem uma variedade de experiências para a aprendizagem informal; reflectem sobre quem são e como querem ser vistos pelos outros. Aprender sobre si próprio e fazer uma introspecção genuína é uma boa recompensa. O desenvolvimento da identitade e a auto-aprendizagem operam em simultâneo.

A Internet, mais do que nunca, serve para manifestar a expressão jovem. Consequentemente temos a oportunidade de lidar com a produção cultural dos jovens.Quando estes nos dizem que se realizam e transformam pessoalmente através das experiências online, devemos considerar estas experiências significativas apesar do contexto em que ocorrem. Ouvir o que os jovens têm a dizer sobre as suas experiências de produção cultural dá-nos uma perspectiva valiosa para compreendermos o papel que as novas tecnologias estão a desempenhar na adolescência.

 

OPINIÕES

Caras colegas,

Do vosso texto que interpretaram destaco que os blogues permitem aos jovens “ter um espaço e um estímulo para participar no dialogo interior” e, simultaneamente, um dos poucos oportunidades de “ter a sua voz num ambiente cujos meios de comunicação são dominados pelos adultos e pelos seus interesses corporativos.”

“A construção e alimentação dos blogues contribui para a formação da personalidade dos jovens, confirmando estes que nos blogues conseguem ser mais honestos consigo próprios do que na vida real.” Estas questões já debatidas em fóruns anteriores reflectem uma perspectiva de que os blogues são ferramentas que facilitam a construção da identidade.

Os receios e riscos de uma utilização descuidada das redes sociais e electrónicas não deve servir de barreira à sua criação e dinamização, os educadores devem saber tirar o melhor proveito das suas potencialidades.

Nuno Moitinho

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Olá Colegas do Grupo 2:

Conceição, Raquel e Brígida!

O texto que trabalharam condensa as ideias que temos vindo a debater e a questionar: o papel da Internet na construção da identidade dos jovens.

Algumas das muitas ideias dignas de nota: a auto-reflexão, libertação de sentimentos contidos e como testemunho do crescimento pessoal(p.6). Parece-me particularmente curiosa a conjugação de duas características tantas vezes, e durante tanto tempo, antagónicas: a introspecção e a sua visibilidade. Parece que os jovens de hoje conseguem conciliar essas duas facetas.

         Auscultados, “muitos desses jovens utilizam a palavra terapêutico para descrever como é…”(p.7)  As páginas e os blogues estão a fazer a catarse de muitos problemas que preocupam os nossos jovens e que eles, nem sempre bem informados nem sempre corajosos, numa sociedade hostil e ainda preconceituosa,  podem fazê-lo como é o caso da homossexualidade, da violência familiar, do bullying,…

Bom trabalho.

Julieta

Media digitais e construção da identidade social – Actividade III (continuação)

Fevereiro 3, 2010

STERN, SusannahProducing sites, exploring identities. Youth online authorship.

(continuação)

  1. O que faz com que as páginas pessoais sejam tão apelativas para os jovens? Para que criam eles os ‘sites’? Quem imaginam eles que os visita?

Os jovens sentem curiosidade sobre tudo o que envolve o papel de autor; estão ávidos de desenvolver desafios tecnológicos e ansiosos por estabelecer uma presença ‘online’. Tomam conhecimento das páginas pessoais através dos amigos ou por mero acaso. Uma vez chegados aí, querem saber mais acerca das funcionalidades (learning by doing). Uns continuam a experiência, alimentando os seus blogues; outros, depois de visto o modo de funcionamento, abandonam-nos.

This motivation corresponds developmentally with adolescents’ growing capacity to set goals and increasing desire to demonstrate autonomy and competence.   

Para eles a página na Net é uma prova da sua existência num mundo que de outro modo lhes presta pouca atenção. (Anybody who is anybody has a web site).

Quase todos os jovens, que mantêm estas páginas pessoais durante algum tempo, identificam a sua utilidade no que diz respeito a auto-reflexão, libertação de sentimentos contidos e como testemunho do crescimento pessoal.

Neste sentido os sites pessoais são equivalentes aos diários privados que têm sido frequentemente considerados objectos de auto-análise e comprometimento. Parecem ser particularmente significativos durante a adolescência, quando os jovens buscam de uma forma consciente respostas para ‘quem são?’ e ‘como se integram dentro da sociedade?’.

Como os ‘sites’ pessoais se tornam públicos, muitos críticos olham para este focalizar interno para descobrir que trabalhos criativos podem proporcionar. Este focalizar interno é o aspecto mais respeitado pelos jovens que se exprimem online.

My blog has helped me to center my feelings and realize that I need to take things one step at a time. It forces me to think about who I am, what I like, and who I want to be. I can think about one of the problems I am going to face, but writing about it allows me to work through the problem and start to look at solutions.

O processo de introspecção atribui significado e valor. O jovem bloguista, ao escrever sobre o que lhe vai na alma, vê-se confrontado com os seus pensamentos e opiniões. Este processo é de grande utilidade para os jovens, uma vez que com a adolescência atinge-se a capacidade das operações formais. Esta capacidade permite fazer a distinção entre o eu real e o ideal e começar o processo de resolução de discrepâncias.

Numa fase mais tardia da adolescência, os jovens preocupam-se com o futuro, a crença religiosa e política, e com os seus padrões de comportamento.

Os jovens autores de blogues dizem que eles (blogues) lhes permitem ter o espaço e o estímulo para participar nesse diálogo interior. Também lhes dão o sentido de obrigação: o blogue necessita de actualizações, a ‘home page’ precisa de ser modificada. Essa pressão faz com que os jovens se sintam comprometidos com o questionar da sua identidade, uma vez que eles próprios determinam o que vão, ou não, ‘postar’.

Estes jovens reconhecem que saem dessa reflexão com as situações mais esclarecidas e sentem-se gratos por esta achega que o site lhes proporcionou.

My blog is forcing me to sit down and think about my life and what is going to happen… And even through I don’t like that most of the time, I know it’s going to be more beneficial to me in the end.

Muitos desses jovens utilizam a palavra terapêutico para descrever como é poder exprimir-se ‘online’ depois de experienciar dor, raiva, ‘stress’, traições. Os psicólogos clínicos confirmam o valor da escrita como terapia.

Documentar os altos e baixos emocionais, experiências, convicções e preferências, é outro dos papéis que os ‘sites’ pessoais desempenham na vida destes autores adolescentes. As imagens e a música podem significar momentos vividos em determinado tempo ou captar emoções e experiências.

Numa grande maioria, o interesse por essa auto-documentação reflecte o desejo de muitos destes jovens autores em testemunhar o seu próprio desenvolvimento pessoal, a sua evolução.

I just wanted to write … Seeing how my year went even if only for my personal benefit I can go back and see. It’ll kind of be a timeline of change, maybe in some areas. And that’s all you can really hope for some kind of change from the beginning to the end. Some kind of growth. That’s all that you can hope.

Estes comentários mostram como os adolescentes aceitam com frequência a caracterização da adolescência como um estádio intermédio ou um estado de ‘tornar-se’, no qual eles esperam a mudança aconteça.

Os adolescentes têm tido poucas oportunidades para se dirigirem a um público e têm sido pouco encorajados a fazê-lo. Os jovens reconhecem desde tenra idade que a voz do adulto tem, culturalmente, mais valor do que a deles. Isto constata-se na parca existência de trabalhos publicados por jovens e pela estigmatização de muitas práticas de expressão dos jovens (graffiti; body art).

Assim, a Internet é o único meio que lhes dá oportunidade de ter a sua voz num ambiente cujos meios de comunicação são dominados pelos adultos e pelos seus interesses corporativos.

I felt like as long as I had the blog, I had an audience – and having an audience made me feel as if I was saying was important. Without it, I don’t feel anyone is listening to what I say anymore.

Para estes jovens, ‘privado’ é quando as pessoas que eles conhecem na vida real não o podem ver (ter acesso), ouvir ou ler, independentemente de quem seja. Mas existem jovens que incluem na sua audiência, tanto conhecidos como desconhecidos, e não são levados a crer que pelo facto de o site ser público, terão uma grande audiência.

Existem também aqueles que constroem as páginas, não dizem nada a ninguém e ficam à espera de serem encontrados (see what happens); ou aqueles que não dizem nada a ninguém porque querem ter a liberdade de dizer o que querem sem sentir receio.

My page is for me. I don’t really care who else sees it or what they think. I see it, and I’m who matters. I focus on what I want, and I don’t do anything for anyone else.

Este tipo de atitude é fruto do desejo que estes jovens têm de parecerem modestos.

Media digitais e construção da identidade social

Fevereiro 3, 2010

ACTIVIDADE  III

  • objectivo: reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
  • competências a desenvolver: analisar e discutir o papel dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
  • escolha do texto a trabalhar (grupo);
  • leitura e elaboração de uma síntese do texto;
  • apresentação das várias sínteses em ‘forum’;
  • leitura e análise das sínteses produzidas pelos diferentes grupos;
  • recursos de aprendizagem:

Texto 1

Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25–47.

 http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.025

Texto 2

Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95–117.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.095

Texto 3

Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119–142.

 http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.119

Texto 4

Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media .Youth, Identity, and Digital Media: 143–164.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.143

Texto 5

Goldman, S.; Booker, A. McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural. Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.185

Texto 6

Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262633598.143 

(O texto 2 foi o escolhido pelo grupo 2: Maria Brígida, Raquel Ramos e Conceição Xavier)

STERN, SusannahProducing sites, exploring identities. Youth online authorship.

 

Apresentação do estudo

 Trata-se de um estudo realizado pela Pew Internet & American Life Project sobre o recente aumento de produção de conteúdos juvenis online.

O estudo mostra que mais de metade dos jovens já partilharam algum tipo de conteúdo online, publicaram informação na Internet sobre as suas vidas e que relativamente aos adultos os jovens produzem mais do dobro de sites pessoais.

O recente aumento de criações de conteúdo juvenil na Internet, incluindo poesia, arte e música, tem vindo a causar admiração nos adultos. Como olhar para tudo isso?

Existe um misto de apreensão, desdém e intriga nos sentimentos revelados pelos adultos, que cresceram sem internet, perante essas criações. Jornalistas, pais e educadores estão na dúvida entre a promoção dessa utilização ou uma crítica vigorosas. Não seria melhor a utilização do potencial da Internet com uma finalidade mais ‘valiosa’? Fins educativos ou profissionalizantes?

Estes adultos aperceberam-se também dos perigos, nomeadamente dos predadores que se aproveitam da informação pessoal exposta pelos jovens na Net.

Os adultos, mesmo os que fazem crítica de um modo sério, observam os pensamentos íntimos dos jovens e a apropriação de símbolos culturais e interpretam tudo isso de acordo com os seus padrões de avaliação próprios.

Pouca atenção tem sido dada à compreensão do motivo que leva os jovens a expressarem-se na Net de um determinado modo e compreender como essas experiências são importantes para eles.

Objectivos do estudo

A autora encara este tema numa perspectiva diferente. Explorando a razão pela qual os jovens valorizam tanto a expressão do “eu” na Internet, ela pretende mostrar que esta produção cultural durante a adolescência desempenha um papel significativo.

Procura respostas para as seguintes perguntas:

  • Que recompensa vêem os jovens ao exprimirem-se na Net?
  • Como fazem as escolhas do perfil que apresentam?
  • Que papel desempenha a audiência nas suas tomadas de decisão?

 Para além de alguma bibliografia sobre o assunto e publicações online, a autora efectuou centenas de entrevistas com autores jovens (dos doze aos vinte e um anos), contactados por meio de publicidade colocada em escolas. O seu objectivo principal foi mostrar até que ponto se pode alargar o âmbito da discussão sobre as práticas da expressão jovem, no sentido de o discurso sobre os jovens aparecer mais contextualizado.

Resultados

Com base nos resultados das suas entrevistas e das leituras feitas, a autora procurou responder às perguntas colocadas.

Identidade e adolescência são conceitos um tanto nebulosos. A adolescência nas sociedades ocidentais é vista como o tempo em que o indivíduo é confrontado com a tarefa da definição da sua identidade. Vários autores pretendem explicar o papel que a sociedade desempenha na formação da identidade juvenil.

Through this lens, adolescence itself is viewed as a ‘by product of social condition and historical circumstance’, as well as of legal systems, educational institutions, economic structures, and the mass media.

Para a autora, porém, interessam mais as transformações que ocorrem dentro dos indivíduos à medida que crescem, embora as circunstâncias sociais desempenhem um papel significativo. Numa perspectiva de desenvolvimento, a identidade refere-se a como alguém se vê subjectivamente no tempo e nas situações, crendo desenvolver no ciclo de vida mudanças profundas em si próprio.

A identidade é um processo de reorganização em graus de qualidade, muito mais do que um simples apresentar de características estáticas de personalidade. O ‘eu’ pode ser considerado como uma iconografia pessoal de valores, símbolos e identificações que respondem à pergunta ‘Quem sou eu?’. Esta auto-definição não é feita em isolamento, mas dentro de contextos significativos.

A segunda década de vida é tempo de profundas modificações físicas e psicológicas, com consequências na identidade. Os jovens experimentam a puberdade e as transformações do corpo, assim como o aumento da preocupação do modo como são vistos pelos outros. Também começam a ser tratados de um modo diferente, são encorajados a tornarem-se responsáveis pelas suas decisões, a fazerem novas amizades, a serem mais autónomos. Passam menos tempo com a família e procuram a companhia de amigos.

In descriptions of their decisions about what to reveal, exaggerate, and omit in their online communication, youth authors reveal a highly conscious process of self-inquiry. Adolescents consciously and conscientiously negotiate the boundaries of public and private spheres as they deliberate about who they are and who they want to be …