Posts Tagged ‘internet’

Os superficiais…

Janeiro 31, 2016

Literacia da informação

Fevereiro 21, 2014

Redes Sociais…

Julho 16, 2011

[…] “las redes sociales son, sencillamente, la versión telemática del patio de vecinos: continúan a través de los facebooks las conversaciones, peleas, colaboraciones (no hay que olvidar que se utilizan mucho para hacer las tareas) que han iniciado antes en la vida real”. El sociólogo extremeño está convencido del rol socializador de las herramientas virtuales de comunicación. “Solo algunos obispos creen ya que las redes sociales aíslen a los adolescentes”, ironiza, en relación a lo dicho por el cardenal Rouco. “Al contrario, los conectan y los incluyen; hasta los más tímidos se atreven en el patio cibernético y en ese sentido debemos considerarlas tecnologías inclusivas. Es más, salvo en casos patológicos yo diría que los facebooks promueven la sociabilidad. Hasta los más periféricos del grupo, quienes probablemente en la sociedad industrial no se enteraban de la cita (porque solo se llamaban por teléfono quienes estaban en la clave) en la sociedad telemática se enteran: basta echar un vistazo a las páginas de los líderes”, concluye.

¿Algún consejo a los padres? “Hablar con los hijos francamente sobre el tema. Informarse y experimentar en las redes. La gran brecha puede desaparecer”, concluye uno de los autores del estudio, Adolfo Álvaro. Y no pretender ser amigo de su hijo en Tuenti. Puede ser tan invasivo como que el chaval le espíe a usted en la intimidad de su habitación.

Ver artigo completo em:
http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Tuenti/vuelve/raritos/elpepusoc/20110714elpepisoc_1/Tes

Crianças no Facebook…

Maio 12, 2011

(…) Um dado curioso acerca deste estudo: os pais das crianças com mais de 10 anos que têm uma página no Facebook parecem mais preocupados que os pais de crianças com perfil no Facebook com menos de 10 anos.

“Apenas 18 por cento [dos pais com crianças com menos de de 10 anos com perfil no Facebook] pediram amizade aos seus filhos na rede social [uma forma de controlarem as suas actividades]. Por comparação, 62 por cento dos pais com filhos entre os 13 e os 14 anos fizeram-no. E apenas 10 por cento dos pais com filhos de 10 e menos anos tiveram conversas francas com eles acerca dos seus comportamentos online”, de acordo com este relatório.

Os pais de crianças com menos de 10 anos talvez se preocupem menos com a possibilidade de estes procurarem online conteúdos como pornografia, violência ou salas de chat potencialmente perigosas, mas a verdade é que o simples facto de estas crianças estarem online é, só por si, um facto de risco para a sua segurança, uma vez que ficam expostos a predadores sexuais e ainda são muito ingénuos para o entender.

Para além disso existe ainda o perigo de haver preocupações de privacidade, como o facto de as crianças poderem escrever online a morada de casa e mostrarem fotografias que não deviam estar à vista dos demais.
(…)

Artigo completo em:
http://www.publico.pt/Tecnologia/sete-milhoes-de-criancas-americanas-com-menos-de-13-anos-usam-o-facebook_1493640

Bibliotecas e Internet

Fevereiro 14, 2011

(…) foi um dos dados que surpreendeu a coordenadora nacional do estudo, Cristina Ponte, que reforça o potencial das bibliotecas como espaço a apostar para ensinar os alunos a fazer uma boa utilização da Internet. Os investigadores presentes no debate sobre os resultados do estudo foram unânimes em considerar que com a rede de bibliotecas escolares e com a presença – obrigatória há dois anos – de professores bibliotecários está aberto caminho para uma intervenção mais ativa junto dos alunos. Esta intervenção passa por dar apoio, controlar e ensinar a fazer um bom uso da Internet, nomeadamente junto dos jovens oriundos de estratos socioeconómicos mais baixos, que são, simultaneamente, quem tem menos apoio deste género em casa e quem mais usa as bibliotecas, por ter acesso à Internet grátis.

Segundo o estudo, a procura de bibliotecas por jovens portugueses para aceder à Internet é em Portugal o dobro da europeia. As crianças procuram-nas como um espaço onde se sentem bem, tal como em casa, refere Cristina Ponte, acrescentando que há crianças com Internet em casa que ainda assim vão para as bibliotecas, muitas vezes com o seu portátil, para conviver. “Este dado vem reforçar o potencial das bibliotecas, que deve ser pensado. As bibliotecas são locais de socialização e um potencial para intervenção ativa em matéria de segurança”, afirmou a investigadora.

Acrescentou, a propósito, que a EUKids está a fazer um programa de formação para bibliotecários para a área dos riscos da Internet. José Pedroso, do Ministério da Educação, afirmou que já muitas Câmaras Municipais estão a desenvolver projetos de formação nesta área, nas suas bibliotecas, junto de professores e de crianças, mas também dos pais e até avós.

in http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1776107

‘La ética hacker’…

Fevereiro 13, 2011

El filósofo finlandés Pekka Himanen, autor del libro ‘La ética hacker’, considera que “es imposible controlar Internet”, por lo que las medidas que buscan el cierre de páginas web para que los usuarios no accedan a contenido protegido, como la ‘ley Sinde’ no tienen sentido, ya que hay muchas maneras de saltarse los controles. “El control no es la solución”, explica Himanen, que participó en el ciclo ‘Entendiendo los cambios. Ideas, libros y autores’ en la Fundación Telefónica. […]

En este sentido, Himanen dice que, “si fuera el Gobierno de España, me preocuparía más cómo incrementar el acceso de todo el mundo a Internet”.

Este invento, recuerda, es algo que debemos a unos ‘hackers’. “Cuando hablo de los ‘hackers’ no me refiero a los criminales de Internet”, explica, sino “al espíritu creativo que ha creado toda la infraestructura de la era de la información”.

http://www.elmundo.es/elmundo/2011/02/10/navegante/1297339354.html

ECOLOGIA DA INFORMAÇÃO(cont.)

Junho 17, 2010

Desafios da avaliação da informação

O riscos e perigos da ‘infopoluição’ podem provocar inúmeros efeitos, mais ou menos graves, para os utilizadores da Internet, principalmente para os mais novos:

  • perda do espírito crítico (fuga, renúncia ao trabalho de selecção, preguiça intelectual diante da facilidade de acesso)
  • risco de relativismo total (colocar todos os tipos de informação e todas as fontes no mesmo plano)
  • perigo de intoxicação pelos rumores, desconfiança em relação às informações difundidas (oficiais e mediáticas)
  • ilusão de informação, confundindo-a com conhecimento, com cultura

Os desafios da avaliação da informação são desafios educativos, de formação intelectual, de desenvolvimento do espírito crítico e da capacidade de julgamento dos indivíduos.

Ao contrário do problema dos motores de busca (aperfeiçoados sem cessar), a questão da avaliação é uma questão puramente cognitiva, não automatizável, que diz respeito á dimensão ‘humana’ da informação.

A formação dos utilizadores (alunos, professores…) para a avaliação da informação não pode assentar em competências técnicas, nem em receitas ou soluções ‘chave na mão’ (certas ilusões ingénuas ou crenças excessivas nas capacidades técnicas).

Sobre a técnica do rastreamento ocular (eye-tracking), Alexandre Serres conta que uma empresa informática francesa utiliza um dispositivo técnico (um ‘oculómetro’, um eye-tracking) permitindo seguir os movimentos oculares dos internautas lendo uma página Web: Graças a este equipamento, podemos julgar objectivamente a pertinência da organização das páginas e da informação, validar ou não a solução gráfica adoptada, verificar se cada zona de cada página cumpre o objectivo que lhe é cometido… (Pierre Barthélèmy). Coloca também uma questão – para além da ‘performance’ técnica e do interesse real deste dispositivo para compreender as práticas de leitura dos documentos digitais, até que ponto será suficiente para avaliar um site Web?

in Público na escola, nº200, Fevereiro 2010

ECOLOGIA DA INFORMAÇÃO (cont.)

Junho 15, 2010

Quarta poluição: abuso e efeitos perversos da publicidade, do marketing, das compras dissimuladas

Metáforas e imagens:

  • poluição por encobrimento, a desfiguração das entradas das cidades por painéis publicitários

Fenómeno:

  • a invasão da informação, sobretudo nos portais, os anuários, os sites comerciais, pela publicidade; o ‘spamming’; os sites ‘sponsorizados’ na busca de informação

Problemas que se colocam:

  • o flagelo do ‘spamming’ no correio electrónico
  • difícil reconhecimento da informação útil entre os cabeçalhos publicitários, em vários portais;
  • as sugestões de compra ou de visitas de sites, a partir de um pedido de tratado por um ‘agente inteligente’ que analisa o pedido e propõe serviços personalizados,
  • as incidências do referenciamento pago nos anuários e os motores de pesquisa nos conteudos da informação;
  • o desvio da pesquisa de informação pelo ‘sponsoring’ ou o posicionamento pago nos resultados: por exemplo a distinção, nem sempre fácil, entre links comerciais e resultados;
  • os efeitos perversos do índice de notoriedade (Google) ou do ‘índice do clique’.

Remédios:

  • a competência no uso dos motores de busca
  • a identificação da publicidade
  • a escolha de meios públicos ou sem publicidade

ALEXANDRE SERRES – Problèmes et enjeux de l’évaluation de l’information sur Internet – http://www.univ-rennes2.fr/urfist/supports/StageEvalInfo/EvalInfo_enjeux.htm

ECOLOGIA DA INFORMAÇÃO (cont.)

Junho 14, 2010

Terceira poluição: a contaminação da informação

Metáforas ; imagens

  • a poluição fluvial ou marítima
  • a imagem da ‘maré negra’

Fénomeno:

  • proliferação de informações indesejáveis na Internet – pornografia, pedofilia, seitas, racismo, revisionismo
  • contaminação de informações aparentemente ‘sãs’ por informações duvidosas – sites revisionistas; sites da Cientologia; sites pornográficos em páginas aparentemente inofensivas, sites racistas disfarçados em sites científicos …

Causas:

  • ausência ou dificuldade de controlo editorial na Internet – não importa quem pode publicar e não importa oque
  • utilização da Internet como arma política, meio de propaganda, meio comercial, meio de comunicação para redes mafiosas ou delinquentes…

Remédios:

  • remédios técnicos – filtros (que os educadores podem usar), de eficácia relativa e que dizem respeito a sites pornográficos (permitem proteger as crianças)
  • remédios ‘humanos’ – espírito crítico, cultura geral (histórica, política), espírito cívico

As melhores armas contra esta poluição são os meios jurídicos e políticos, através dos quais se assinala um site revisionista, o motor de busca que o referenciou, o servidor que alojou, e se apresenta queixa contra sites ilegais, etc. Os remédios socio-técnicos, militantes , que fazem com quese proceda ao envio maciço de mensagens para saturar um servidor, à denúncia de site junto dos internautas, etc.

in Público na escola – nº 200, Fevereiro 2010

ECOLOGIA DA INFORMAÇÃO (cont.)

Junho 11, 2010

Segunda poluição: a desintoxicação, a mediocridade da informação

Metáforas, imagens:

  • a intoxicação; o envenenamento
  • noções de fiabilidade, de ‘segurança’ da informação, de confiança – posso consumir sem risco esta informação que encontrei? (analogia com os riscos alimentares)

Causas:  O fenómeno é antigo. Adquire, contudo, características novas com a Internet.

  • Mudança de escala – o poder da Internet multiplica o impacto das falsas informações, dos rumores…
  • o problema da fiabilidade das informações – não decorre necessariamente da manipulação, mas da falta de seriedade e de verificação das fontes, problemas de replicação das informações sem verificação…

Alexandre Serres cita um estudo universitário americano (2002) que mostrou dois factos interessantes e paradoxais: por um lado, 70% dos americanos que utilizam a Internet declaram que a rede é a sua principal fonte de informação, muito à frente da imprensa ou da televisão; por outro, menos de 53% dos mesmos internautas julgam fiáveis as informações encontradas na Internet; e entre os que não utilizam a Internet, 33,6% confiam nas informações da rede.

  • a confusão de escritos e documentos, a heterogeneidade das informações disponíveis. Como será, doravante, possível distinguir o esboço ou o anteprojecto de um texto final de um investigador, como identificar um relatório científico, um texto de propaganda de uma seita, um documento promocional, uma página pessoal de um estudante de uma escola secundária?

Efeitos:

  • existência de uma desconfiança geral em relação à Internet e os media
  • intoxicação pelos rumores (hoaxes)
  • perda de referências, perda de confiança em instâncias seguras, reconhecidas
  • confusão intelectual generalizada, perante a mistura de todas as fontes

Que remédios?

Não existe ‘solução tecnica’ para evitar a desinformação, não existe nenhuma garantia de escapar a uma intoxicação, a um rumor. Há atitudes, competências e uma cultura informacional a adquirir, com a ajuda de regras usadas pelo jornalismo de investigação e pela investigação científica.

– conhecer e verificar as fontes…

– confrontá-las

– verificar os factos evocados

– etc.

A importância da avaliação da informação em relação a esta poluição informacional – o risco da desinformação, a falta de fiabilidade, a mediocridade da informação … são alguns dos desafios que a avaliação da informação na Internet deve resolver.

in Público na escola, nº200, Fevereiro 2010