Posts Tagged ‘media digitais’

Literacia para os media

Setembro 28, 2012

Anúncios

Crianças no Facebook…

Maio 12, 2011

(…) Um dado curioso acerca deste estudo: os pais das crianças com mais de 10 anos que têm uma página no Facebook parecem mais preocupados que os pais de crianças com perfil no Facebook com menos de 10 anos.

“Apenas 18 por cento [dos pais com crianças com menos de de 10 anos com perfil no Facebook] pediram amizade aos seus filhos na rede social [uma forma de controlarem as suas actividades]. Por comparação, 62 por cento dos pais com filhos entre os 13 e os 14 anos fizeram-no. E apenas 10 por cento dos pais com filhos de 10 e menos anos tiveram conversas francas com eles acerca dos seus comportamentos online”, de acordo com este relatório.

Os pais de crianças com menos de 10 anos talvez se preocupem menos com a possibilidade de estes procurarem online conteúdos como pornografia, violência ou salas de chat potencialmente perigosas, mas a verdade é que o simples facto de estas crianças estarem online é, só por si, um facto de risco para a sua segurança, uma vez que ficam expostos a predadores sexuais e ainda são muito ingénuos para o entender.

Para além disso existe ainda o perigo de haver preocupações de privacidade, como o facto de as crianças poderem escrever online a morada de casa e mostrarem fotografias que não deviam estar à vista dos demais.
(…)

Artigo completo em:
http://www.publico.pt/Tecnologia/sete-milhoes-de-criancas-americanas-com-menos-de-13-anos-usam-o-facebook_1493640

Reflexão pessoal

Fevereiro 6, 2010

Os textos disponibilizados permitiram uma reflexão sobre a relação dos jovens com os media digitais, permitindo-nos enquanto professores adquirir uma visão mais benévola em relação ao tempo que os jovens passam ao computador. Também nos ajudou a entender o porquê de não conseguirmos atingir a mesma rapidez dos jovens quando utilizam qualquer nova tecnologia. Isso ajuda a dissipar alguns dos nossos complexos.

Nós, os imigrantes digitais, levamos mais tempo a executar algumas coisas, mas isso não nos deve afastar do mundo tecnológico. O melhor será adaptarmo-nos.

Quanto aos jovens, apesar de toda a sua destreza, continuam a precisar de um adulto que os oriente e que os alerte, porque nem tudo são maravilhas. Tudo depende do modo como estamos na NET, e nós sabemos que nem todos partilham do mesmo propósito construtivo.

Todas as actividades que nos foram propostas foram importantes, e apresentaram-se interligadas.

Penso que dificuldades e pontos negativos estiveram ligados com o factor tempo que, nem sempre sendo suficiente para a execução de uma ou outra actividade, poderá ter gerado alguma angústia ou ansiedade.

O tema e respectivos conteúdos da unidade curricular revelaram-se bastante pertinentes, sendo uma forte chamada de atenção para todos os que têm responsabilidades no mundo da educação actual, onde tudo está a mudar vertiginosamente. Aceitar a mudança, adaptar-se, compreender a adolescência no mundo digital e fazer o melhor que se for capaz, deve ser o nosso modo de estar na educação.

Outras leituras

Fevereiro 5, 2010

‘Assim que chega à casa depois da escola, Catarina liga o portátil e fica meia hora a ver os e-mails, a consultar as redes sociais do hi5 e do Facebook, e a falar no Messenger. Depois põe-se ‘ausente’ e vai estudar, fazendo várias pausas ao longo da tarde para ‘espreitar’ o que se passa on-line.(…)

‘Hoje em dia estar integrado numa rede de pares implica frequentar as redes sociais [diz a socióloga Ana Nunes Almeida] (…). Ou seja para os jovens que estão em fase de afirmação social, e num contexto onde quase todos os amigos usam a Internet para socializar, não estar on-line pode ser sinal de exclusão.’

Embora Catarina diga que a vida real é muito mais interessante do que a Internet, a verdade é que passa grande parte do seu tempo on-line nas redes sociais. O que se passa na escola é muitas vezes comentado aí; no Youtube vai ver/ouvir uma música de que lhe falaram ou mesmo um vídeo.

O Youtube revelou ser um dos sites mais visitados pelas crianças inquiridas, que também apreciam os video-jogos e blogues. À pergunta ‘que mais fazem na Internet?’ respondem que também procuram informação para os TPCs.

Catarina utiliza a Internet em casa e está alertada pelos pais para alguns perigos: nem tudo o que aí se pode ver é verdadeiro; as redes sociais são boas para conversar com amigos e não com estranhos; os dados pessoais não devem ser explicitados aí. Se teve a ajuda da mãe para começar, agora já sabe mais do que ela (fenómeno que se verifica em muitas famílias onde os filhos rapidamente ultrapassam os pais). No caso de famílias com pouca, ou nenhuma, literacia digital ‘agrava-se o fosso geracional entre pais e filhos’.’

[o negrito é da minha responsabilidade]

‘Ser criança e não usar a Net leva à exclusão no mundo real’, in Diário de Notícias, 18 de Novembro de 2009.

Identidade em sites sociais

Fevereiro 4, 2010

ACTIVIDADE  IV

  • competências a desenvolver: construção de uma grelha de análise de marcas identitárias em sites sociais; análise de um site tendo por base o instrumento construido.
  • construção da grelha de análise;
  • testagem da grelha definida no site proposto para análise;
  • apresentação de um pequeno texto de conclusões;
  • discussão da análise realizada;
  • recursos de aprendizagem: textos das actividades II e III.

Media digitais e construção da identidade social – Actividade III – conclusão

Fevereiro 3, 2010

STERN, SusannahProducing sites, exploring identities. Youth online authorship.

Conclusão

No seu estudo, a autora concluiu que os jovens utilizam os seus sites para se manterem comprometidos com sua cultura e praticar maneiras de aí poderem estar. Preocupam-se ao mesmo tempo com a sua apresentação a eles próprios e aos outros (visitantes). Embora este processo não seja só próprio do perfil online, nesta situação sofre uma maior ampliação. Se toda a apresentação for ‘teatral’, e nós constantemente avaliamo-nos na perspectiva do outro, então os momentos de auto-julgamento e auto-apresentação misturam-se um com o outro, especialmente online.

Os jovens entrevistados aceitam esta intersecção auto-consciente das identidades pública e privada, porque estão desejosos de completar o processo de identidade que eles compreendem ser parte do seu crescimento. Como parte de uma sociedade mais ampla que lhes lembra constantemente que já não são crianças, mas também não são adultos, têm tendência a ver-se como esboços que podem ser refeitos em resposta às avaliações externa e interna.

Representar e brincar com as personalidades em espaços públicos online é para eles gratificante, porque é visto como menos arriscado, mas potencialmente mais validante do que experiências em outros campos.

De qualquer modo os jovens utilizam os sites para se comprometerem com os desafios da formação da identidade. Durante a adolescência muitos jovens movimentam-se para lá da segurança fornecida pela família e começam a desenvolver a sua visão pessoal de si próprio e dos seus potenciais. Experienciam emoções de forma intensa e são muitas vezes mais negativas do que na fase anterior.

Os sites são tidos como pontos de estabilidade neste tempo de mudança e facilitadores da formação da identidade. Os sites desempenham a mesma função que a música desempenhou durante muito tempo. O consumo dos media ajuda os adolescentes a identificarem-se com a cultura dos jovens e sentirem-se unidos a uma rede mais ampla de pares, unidos por certos valores e interesses.

No contexto online, os autores trabalham de modo a apropriarem-se e a integrarem os símbolos culturais da juventude nos seus sites. Esses sites transmitem as suas filiações culturais, e dão-lhes sinais; oferecem uma variedade de experiências para a aprendizagem informal; reflectem sobre quem são e como querem ser vistos pelos outros. Aprender sobre si próprio e fazer uma introspecção genuína é uma boa recompensa. O desenvolvimento da identitade e a auto-aprendizagem operam em simultâneo.

A Internet, mais do que nunca, serve para manifestar a expressão jovem. Consequentemente temos a oportunidade de lidar com a produção cultural dos jovens.Quando estes nos dizem que se realizam e transformam pessoalmente através das experiências online, devemos considerar estas experiências significativas apesar do contexto em que ocorrem. Ouvir o que os jovens têm a dizer sobre as suas experiências de produção cultural dá-nos uma perspectiva valiosa para compreendermos o papel que as novas tecnologias estão a desempenhar na adolescência.

 

OPINIÕES

Caras colegas,

Do vosso texto que interpretaram destaco que os blogues permitem aos jovens “ter um espaço e um estímulo para participar no dialogo interior” e, simultaneamente, um dos poucos oportunidades de “ter a sua voz num ambiente cujos meios de comunicação são dominados pelos adultos e pelos seus interesses corporativos.”

“A construção e alimentação dos blogues contribui para a formação da personalidade dos jovens, confirmando estes que nos blogues conseguem ser mais honestos consigo próprios do que na vida real.” Estas questões já debatidas em fóruns anteriores reflectem uma perspectiva de que os blogues são ferramentas que facilitam a construção da identidade.

Os receios e riscos de uma utilização descuidada das redes sociais e electrónicas não deve servir de barreira à sua criação e dinamização, os educadores devem saber tirar o melhor proveito das suas potencialidades.

Nuno Moitinho

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Olá Colegas do Grupo 2:

Conceição, Raquel e Brígida!

O texto que trabalharam condensa as ideias que temos vindo a debater e a questionar: o papel da Internet na construção da identidade dos jovens.

Algumas das muitas ideias dignas de nota: a auto-reflexão, libertação de sentimentos contidos e como testemunho do crescimento pessoal(p.6). Parece-me particularmente curiosa a conjugação de duas características tantas vezes, e durante tanto tempo, antagónicas: a introspecção e a sua visibilidade. Parece que os jovens de hoje conseguem conciliar essas duas facetas.

         Auscultados, “muitos desses jovens utilizam a palavra terapêutico para descrever como é…”(p.7)  As páginas e os blogues estão a fazer a catarse de muitos problemas que preocupam os nossos jovens e que eles, nem sempre bem informados nem sempre corajosos, numa sociedade hostil e ainda preconceituosa,  podem fazê-lo como é o caso da homossexualidade, da violência familiar, do bullying,…

Bom trabalho.

Julieta

Media digitais e construção da identidade social

Fevereiro 3, 2010

ACTIVIDADE  III

  • objectivo: reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
  • competências a desenvolver: analisar e discutir o papel dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
  • escolha do texto a trabalhar (grupo);
  • leitura e elaboração de uma síntese do texto;
  • apresentação das várias sínteses em ‘forum’;
  • leitura e análise das sínteses produzidas pelos diferentes grupos;
  • recursos de aprendizagem:

Texto 1

Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25–47.

 http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.025

Texto 2

Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95–117.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.095

Texto 3

Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119–142.

 http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.119

Texto 4

Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media .Youth, Identity, and Digital Media: 143–164.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.143

Texto 5

Goldman, S.; Booker, A. McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural. Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.185

Texto 6

Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.

http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262633598.143 

(O texto 2 foi o escolhido pelo grupo 2: Maria Brígida, Raquel Ramos e Conceição Xavier)

STERN, SusannahProducing sites, exploring identities. Youth online authorship.

 

Apresentação do estudo

 Trata-se de um estudo realizado pela Pew Internet & American Life Project sobre o recente aumento de produção de conteúdos juvenis online.

O estudo mostra que mais de metade dos jovens já partilharam algum tipo de conteúdo online, publicaram informação na Internet sobre as suas vidas e que relativamente aos adultos os jovens produzem mais do dobro de sites pessoais.

O recente aumento de criações de conteúdo juvenil na Internet, incluindo poesia, arte e música, tem vindo a causar admiração nos adultos. Como olhar para tudo isso?

Existe um misto de apreensão, desdém e intriga nos sentimentos revelados pelos adultos, que cresceram sem internet, perante essas criações. Jornalistas, pais e educadores estão na dúvida entre a promoção dessa utilização ou uma crítica vigorosas. Não seria melhor a utilização do potencial da Internet com uma finalidade mais ‘valiosa’? Fins educativos ou profissionalizantes?

Estes adultos aperceberam-se também dos perigos, nomeadamente dos predadores que se aproveitam da informação pessoal exposta pelos jovens na Net.

Os adultos, mesmo os que fazem crítica de um modo sério, observam os pensamentos íntimos dos jovens e a apropriação de símbolos culturais e interpretam tudo isso de acordo com os seus padrões de avaliação próprios.

Pouca atenção tem sido dada à compreensão do motivo que leva os jovens a expressarem-se na Net de um determinado modo e compreender como essas experiências são importantes para eles.

Objectivos do estudo

A autora encara este tema numa perspectiva diferente. Explorando a razão pela qual os jovens valorizam tanto a expressão do “eu” na Internet, ela pretende mostrar que esta produção cultural durante a adolescência desempenha um papel significativo.

Procura respostas para as seguintes perguntas:

  • Que recompensa vêem os jovens ao exprimirem-se na Net?
  • Como fazem as escolhas do perfil que apresentam?
  • Que papel desempenha a audiência nas suas tomadas de decisão?

 Para além de alguma bibliografia sobre o assunto e publicações online, a autora efectuou centenas de entrevistas com autores jovens (dos doze aos vinte e um anos), contactados por meio de publicidade colocada em escolas. O seu objectivo principal foi mostrar até que ponto se pode alargar o âmbito da discussão sobre as práticas da expressão jovem, no sentido de o discurso sobre os jovens aparecer mais contextualizado.

Resultados

Com base nos resultados das suas entrevistas e das leituras feitas, a autora procurou responder às perguntas colocadas.

Identidade e adolescência são conceitos um tanto nebulosos. A adolescência nas sociedades ocidentais é vista como o tempo em que o indivíduo é confrontado com a tarefa da definição da sua identidade. Vários autores pretendem explicar o papel que a sociedade desempenha na formação da identidade juvenil.

Through this lens, adolescence itself is viewed as a ‘by product of social condition and historical circumstance’, as well as of legal systems, educational institutions, economic structures, and the mass media.

Para a autora, porém, interessam mais as transformações que ocorrem dentro dos indivíduos à medida que crescem, embora as circunstâncias sociais desempenhem um papel significativo. Numa perspectiva de desenvolvimento, a identidade refere-se a como alguém se vê subjectivamente no tempo e nas situações, crendo desenvolver no ciclo de vida mudanças profundas em si próprio.

A identidade é um processo de reorganização em graus de qualidade, muito mais do que um simples apresentar de características estáticas de personalidade. O ‘eu’ pode ser considerado como uma iconografia pessoal de valores, símbolos e identificações que respondem à pergunta ‘Quem sou eu?’. Esta auto-definição não é feita em isolamento, mas dentro de contextos significativos.

A segunda década de vida é tempo de profundas modificações físicas e psicológicas, com consequências na identidade. Os jovens experimentam a puberdade e as transformações do corpo, assim como o aumento da preocupação do modo como são vistos pelos outros. Também começam a ser tratados de um modo diferente, são encorajados a tornarem-se responsáveis pelas suas decisões, a fazerem novas amizades, a serem mais autónomos. Passam menos tempo com a família e procuram a companhia de amigos.

In descriptions of their decisions about what to reveal, exaggerate, and omit in their online communication, youth authors reveal a highly conscious process of self-inquiry. Adolescents consciously and conscientiously negotiate the boundaries of public and private spheres as they deliberate about who they are and who they want to be …