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Nativos digitais e imigrantes digitais

Fevereiro 1, 2010

ACTIVIDADE  I

  • identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital;
  • definir o perfil do estudante digital;
  • leitura de textos.

RECURSOS

– PRENSKY, Marc – Digital natives, digital immigrants. In On the Horizon, Vol. 9, No 5, October 2001. NCB University Press.

– PRENSKY, Marc – The emmerging online life of the digital native: what they do differently because of the technology. [A work in progress]. 2004.

ESTUDANTE DIGITAL

– A tecnologia é parte integrante da sua vida (jogos; Internet; e-mail; mensagens instantâneas; telemóvel);

– Utiliza a tecnologia de um modo diferente quando comparados com os ‘imigrantes digitais’;

– Cria o seu modo próprio de fazer as coisas, pensando e processando a informação de uma maneira diferente;

– Faz com que as suas actividades se incluam nas novas tecnologias;

– Possui um enorme desejo de criar;

– Interessa-se por jogos online com vários intervenientes;

– Aprende apenas o que lhe interessa utilizando as ferramentas que a Internet disponibiliza;

– Procura informação, pessoas, produtos… utilizando as ferramentas da Internet;

– Não pensa no excesso de informação nem na sua filtragem;

– Gosta de partilhar informação;

– Cria programas próprios,

– Está em constante evolução;

– Está a criar uma forma de vida diferente.

ESTUDANTE DIGITAL E COMUNICAÇÂO

– Privilegia o e-mail e o ‘chat’;

– No ‘chat’ acompanha várias conversas em janelas variadas;

– Tem facilidade em fazer amigos na ‘rede’;

– Participa em grupos de discussão com os mesmos interesses;

– Torna-se mais comunicativo (não está sujeito à aparência);

– Cria sistema de escrita rápida; códigos; mensagens próprias; símbolos para as emoções (objectivo: ser compreendido);

– Partilha informação mais ‘pessoal’;

– Partilha imagens, etc;

– Preocupa-se com a segurança.

(Existe um ‘gap’ entre os alunos actuais e os seus professores. Assim sendo, os professores terão de adaptar-se às mudanças e tentar seguir viagem no mesmo comboio. O mundo digital está em tudo à nossa volta, não há como voltar para trás para o chamado ‘bons velhos tempos’. Será que seria assim tão bom?!…)

Um comentário:

Boa noite, Maria Brígida.

O seu comentário interessou-me, porque foca dois pontos importantes. O estudante nativo digital tem muita facilidade no domínio das ferramentas tecnológicas, e as utiliza para fazer o que mais lhe interessa e dá prazer. Mas como irá ele transformar a informação, a que acede com facilidade, em conhecimento?

Outra questão que, também, deixa para reflexão é: todos os nossos (e não só) alunos são realmente nado-digitais?

Sabemos que não. As diferenças económicas, sociais e culturais são ainda muito acentuadas na nossa (e não só) sociedade, não permitindo que muitos dos nossos alunos desenvolvam todo o seu potencial. Neste ponto as bibliotecas escolares (e mesmo o contestado ‘Magalhães’) poderão vir a desempenhar um papel com algum significado, na minha opinião.