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Outras leituras

Fevereiro 5, 2010

‘Assim que chega à casa depois da escola, Catarina liga o portátil e fica meia hora a ver os e-mails, a consultar as redes sociais do hi5 e do Facebook, e a falar no Messenger. Depois põe-se ‘ausente’ e vai estudar, fazendo várias pausas ao longo da tarde para ‘espreitar’ o que se passa on-line.(…)

‘Hoje em dia estar integrado numa rede de pares implica frequentar as redes sociais [diz a socióloga Ana Nunes Almeida] (…). Ou seja para os jovens que estão em fase de afirmação social, e num contexto onde quase todos os amigos usam a Internet para socializar, não estar on-line pode ser sinal de exclusão.’

Embora Catarina diga que a vida real é muito mais interessante do que a Internet, a verdade é que passa grande parte do seu tempo on-line nas redes sociais. O que se passa na escola é muitas vezes comentado aí; no Youtube vai ver/ouvir uma música de que lhe falaram ou mesmo um vídeo.

O Youtube revelou ser um dos sites mais visitados pelas crianças inquiridas, que também apreciam os video-jogos e blogues. À pergunta ‘que mais fazem na Internet?’ respondem que também procuram informação para os TPCs.

Catarina utiliza a Internet em casa e está alertada pelos pais para alguns perigos: nem tudo o que aí se pode ver é verdadeiro; as redes sociais são boas para conversar com amigos e não com estranhos; os dados pessoais não devem ser explicitados aí. Se teve a ajuda da mãe para começar, agora já sabe mais do que ela (fenómeno que se verifica em muitas famílias onde os filhos rapidamente ultrapassam os pais). No caso de famílias com pouca, ou nenhuma, literacia digital ‘agrava-se o fosso geracional entre pais e filhos’.’

[o negrito é da minha responsabilidade]

‘Ser criança e não usar a Net leva à exclusão no mundo real’, in Diário de Notícias, 18 de Novembro de 2009.

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O que pensam os jovens portugueses?!

Fevereiro 5, 2010

Resumo  de uma breve entrevista: Questionados sobre a rede social ‘Facebook’ e outra que também utilizam (Hi5), os alunos (três raparigas e um rapaz) com idades entre os 18 e os 19 anos (que se prestaram a dar algumas informações) afirmaram que numa escala de 0 a 10 classificariam ‘Facebook’ com 8 e Hi5 com 9.

Afirmaram ser o Hi5, ainda, o mais popular entre os jovens, enquanto o Facebook é para eles um fenómeno mais recente. Isto faz com que afirmem ser o Hi5 mais fácil de ‘construir’ e utilizar.

No entanto, dizem que o Facebook promove mais a aprendizagem da língua inglesa, algo de que não precisam no Hi5.

Os mesmos alunos consideraram o Facebook mais seguro do que o Hi5 (para entrar no Hi5 não existe idade mínima). No Facebook a idade mínima dos utilizadores é de treze anos, no entanto usam de alguns estratagemas para conseguirem entrar mesmo não tendo a idade mínima (coisa que utilizam para os primos ou irmãos mais novos, que querem sobretudo jogar ‘farmville’).

Afirmaram também que o Facebook lhes possibilita encontrar amigos, contribui para a socialização e para o aumento dos seus conhecimentos nos assuntos que lhes interessa.

Concordam que no Hi5 aparecem com frequência conteúdos violentos, que são depois retirados e que com muita frequência os perfis são copiados e, por isso, apresenta mais questões relacionadas com a segurança do que o Facebook.

A funcionalidade que utilizam mais são os jogos e por vezes o ‘chat’, onde fazem uso de uma escrita própria com siglas próprias, sinais de pontuação combinados de forma a exprimirem as suas emoções (que de outra forma não poderiam ser visíveis), assim como as letras maiúsculas.

Os utilizadores do Facebook por idades (USA)

Fevereiro 5, 2010

 

Utilizadores do Facebook nos EUA

Veja mais aqui   http://www.scottmonty.com/labels/social%20networks.html

Sites sociais de jovens – Grelha de Análise

Fevereiro 5, 2010

 

FUNCIONALIDADES BENEFÍCIOS RISCOS
Comunicação online / chat   Melhoria da capacidade de observação   Exposição a conteúdos violentos  
Envio de mensagens   Desenvolvimento do sentido de liderança    Interferência de estranhos  
Troca de informação   Aquisição de conhecimentos sobre temas variados    Usurpação de dados  
Uso criativo   Promoção da igualdade   cyberbullying  
Entretenimento   Influenciar positivamente a comunidade    pornografia  
jogos   Mostrar os interesses dos adolescentes      

 

DIFICULDADE

QUALIDADE

CREDIBILIDADE/SEGURANÇA

fácil Mto fácil difícil Mto difícil Insuf. suficiente Mto boa Insuf. Suf. Mto boa  
                   

Este foi o resultado depois de alguma dúvida:

Boa noite, Helena!

Ainda não consegui montar a minha ideia de grelha para o Facebook, mas ela passa pelas, digamos, funcionalidades (comunicação on-line/chat; envio de mensagens; entretenimento; jogos – onde se desenvolve a ambição, o emprendedorismo, a dedicação, o raciocínio; entretenimento (música; vídeo); uso criativo (fotografia); cooperação/troca de experiências; informação/recursos educativos. Passa, também, pelos riscos (excesso de informação no perfil; conteúdos violentos; aceitar ‘amizade’ de estranhos; pornografia; alguma publicidade) e pelos benefícios (desenvolvimento da liderança; capacidade de observação; promoção da igualdade; esbatimento das diferenças socio-económicas; aprendizagem da língua inglesa; promoção de encontro de amigos (mesmo amigos ou conhecidos – muitos colegas de escola primária e do liceu têm conseguido organizar encontros depois de se irem encontrando na rede), influência no mundo social (muitas campanhas a favor ou contra qualquer coisa podem nascer nas redes sociais). Falta falar de género (quem utiliza mais / rapazes ou raparigas); as idades que mais procuram as redes; o seu estatuto social e o seu poder económico.

Por aquilo que entendi, não temos de dar respostas, temos sim de construir uma grelha para avaliar a dita ‘rede’ sem perder de vista os conhecimentos que conseguimos obter através das leituras feitas.

Por agora é isto!

Sites sociais

Fevereiro 4, 2010